FMI vê recuperação lenta e diz ser cedo para tirar estímulos à economia

Posted by C9 World Trader Holding S.A in Nov 20, 2009, under Asia, EUA, Europe, South America

da Reuters, em Dubai
da Folha Online

A economia global está caminhando na direção de uma recuperação sustentável, mas dados os riscos de uma nova desaceleração, ainda é cedo para retirar os estímulos econômicos, disse nesta sexta-feira o subdiretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), John Lipsky.

“Nós achamos que estamos rumo ao crescimento sustentável, mas essa recuperação será relativamente moderada e relativamente lenta”, disse. “Ao mesmo tempo, você não pode descartar os riscos de uma nova estagnação.”

Preocupações sobre o futuro da economia mundial tem deixado o mercado global em alerta nos últimos dias, em meio ao crescimento das taxas de desemprego nos Estados Unidos e de especulações de que algumas economias europeias poderiam mergulhar em recessão mais profunda em 2010.

O Fundo vem instando países a não flexibilizar suas políticas monetárias para implementar o que se convencionou chamar de estratégia de saída.

Lipsky afirmou que, embora fosse o momento de pensar sobre a suspensão de estímulos à economia, nenhuma ação deveria ser tomada ainda e que os governos deveriam instituir estímulos adicionais já planejados para 2010.

Sobre a moeda norte-americana, disse que o dólar “está um pouco na parte forte, mas não tanto como deveria estar”.

OCDE

A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) divulgou ontem seu relatório semestral, no qual previu para 2010 uma recuperação de 1,9% (1,2 ponto a mais que o previsto em junho) para os países-membros, que passará para 2,5% em 2011. Essa evolução é mais propícia para os EUA, onde a recessão resultará em uma contração do PIB de 2,5% neste ano, antes de uma alta de 2,5% em 2010, e de 2,8% em 2011.

Na zona do euro, a recuperação constatada no terceiro trimestre (1,5% em termos anuais) vai continuar fraca (0,6% no quarto trimestre e 0,8% no primeiro de 2010) devido ao baixo nível de investimento e de consumo, afetado pelo desemprego.

O Japão, que vai sofrer neste ano uma queda de seu PIB de 5,3%, o que significa 1,5 pontos a menos que o antecipado pela OCDE em junho, passará para terreno positivo em 2010, com um aumento de 1,8%, que será de 2% em 2011.

Brasil

Em pesquisa divulgada ontem, a FGV (Fundação Getulio Vargas), em parceria com o instituto alemão Ifo, avaliou que a economia brasileira passou “para a fase de ‘boom’” e se destacou entre as demais da América Latina, com um ICE (Índice de Clima Econômico) de 7,4 pontos. Na pesquisa anterior, de julho, o indicador estava em 5,5 pontos.

O Brasil também lidera entre os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) com um ICE de 7,4 pontos. A Índia ficou com 7 pontos; a China com 6,5 pontos); e a Rússia com 4,7 pontos. O ICE da América Latina atingiu 5,2 pontos entre julho e outubro de 2009 –superando, pela primeira vez desde janeiro de 2008, a média dos últimos dez anos (5,1 pontos).


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